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| Em abril de 2009, Fernando
Perales vem, pela primeira vez, ao Brasil.
Se apresenta em Florianópolis, Santa Maria e Porto Alegre, sempre em parceria com Guilherme Darisbo.
Abril de 2009.
Fernando Perales é guitarrista de improvisação livre, crítico de cinema e instrutor de box. Argentino, Bonairense. Integrou a revolucionária banda Reynols, combinando música de improvisação livre, dadaísmo e free jazz. Com ela editou mais de 15 discos e realizou dezenas de participações em compilações de música investigativa e noise de EEUU, Europa e Japão. Hoje integra o grupo ÜL, trio de guitarras elétricas que utiliza técnicas de composição e execução baseadas na improvisação e na não-diferença semântica entre ruído e sons com altura definida, prescindindo da estrutura usual, centrando o trabalho sobre o aspecto tímbrico e material do som e do ruído. Também leva adiante o projeto solo Viva La Muerte, o qual editará em abril seus dois primeiros discos - "Necrofilia y tradición" e "Vergüenza y autocrítica" - através do selo Facón Records. Guilherme Darisbo é guitarrista de improvisação livre, professor de línguas e tradutor. Brasileiro, viveu em oito cidades e conheceu as mais diversas entre as latitudes 01°16' e 34°54'S e longitudes 59°03' e 34°47'O. Aprendeu a ler con sua TV, e a desenhar em cartões perfurados de Hollerith. Aprendeu o que é desobediência civil com Goscinny e Uderzo. Comprou seu primeiro computador em 1983 e seu primeiro vinil do Kraftwerk em 1988, estudou bossa nova e samba, trabalhou com o coletivo de copyleft e arte livre Re:combo e coordenou o coletivo Antena de música eletroacústica. Depois de dez anos com seu projeto solo Cine Victória, hoje, usando seu nome de batismo, faz improvisação livre explorando polifonia e polissemia do contraste entre instrumentos reais e sons modificados. Tem já um bom punhado de discos, lançados por netlabels de Brasil, Argentina, Chile, Venezuela, México, Espanha e Portugal. São músicos. Julgam impossível compreender a música sem considerá-la como narrativa seqüencial. Mais que sensorial, a música é icônica e processo de imagens. Além disto, julgam necessário - quase imprescindível - para todos nós que vivemos entre dois oceanos, pensar que significa fazer arte - e fazer a ciência da arte - na América Latina hoje. Pensar que significa América Latina. E quem somos, e quais as implicações de sermos pessoas que existem entre o Pacífico, o Atlântico e o Rio Grande, em terras ex-Guaranis e ex-Quechuas e des-Européias y des-Africanas, entre outras. É necessário saber qual é nosso sentido neste lugar.
www.antena.art.br/abril2009/Darisbo+Perales+Armani-8abril2009.mp3
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Download: release_Fernando_Perales.doc release_Fernando_Perales.txt Fernando Perales ![]() Guilherme Darisbo logo
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